quarta-feira, 19 de julho de 2017

Comentário Bíblico Mensal: Julho/2017 - Capítulo 3: O Justo pela Fé Viverá


Introdução

O Livro de Habacuque tem início com algumas questões que importunavam o profeta "Até quando, Senhor..." (v. 2). As questões eram acerca dos tempos estabelecidos por Deus através do seu próprio poder. Ora, desde a antiguidade a preocupação dos homens centram-se nos tempos em que Deus realizará os seus desígnios "E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder" (At 1:7).
Pedro demonstra a preocupação dos profetas acerca da salvação que haveria de ser revelada e dos tempos estabelecido por Deus "Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava..." (1Pe 1:11).
Além de querer saber os tempos que Deus estabeleceu por seu próprio poder, Habacuque clamava por justiça! (v. 2- 4). Mas, qual tipo de justiça era o anseio do profeta Habacuque?

I. Contexto Político de Judá

Nos dias de Habacuque a obra de Deus foi suscitar os caldeus, nação gentílica, nos dias do apóstolo Paulo a obra de Deus são os cristãos, pessoas levantadas dentre todas as nações que se convertiam a Cristo.
Deus revelou a Habacuque que haveria de levantar dentre as nações os caldeus, mas quando fosse anunciado ao povo de Israel a obra que Deus haveria de realizar, o povo de Habacuque não haveria de crer.
Isaias, Jeremias, Ezequiel e muitos outros profetas anunciaram que o povo de Israel haveria de ser levado cativo pelos caldeus, porém, eles não creram quando lhes foi anunciada a palavra do Senhor.
Habacuque descreve os caldeus segundo a visão que Deus lhe concedeu, ao passo que o povo de Israel não acreditava na invasão dos Babilônicos, a obra maravilhosa que Deus haveria de fazer.
Embora o povo de Israel não terem crido na obra de Deus, no capítulo 5 do livro de Esdras, verso 12, Esdras descreveu a invasão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, o caldeu. Jeremias anunciou a obra maravilhosa de Deus e ficou em Jerusalém com o restante do povo que não foi levado cativo (2Rs 24:14). Ezequias também foi levado cativo à Babilônia na segunda deportação de Judá, segundo a obra maravilhosa que foi anunciada por Deus por intermédio dos seus profetas, como foi o caso de Habacuque.

II. Contexto Social de Judá

O profeta Habacuque viveu numa das épocas mais conturbadas da história de Israel. Homem de oração, de profunda comunhão com o Senhor, teve o privilégio de ver, com clareza o que estava ocorrendo e as consequências que adviriam de tanta desobediência e afastamento do Senhor.
Para que sua pregação e testemunho permanecessem, ele escreveu sua mensagem num livro preciosíssimo. Além dos problemas espirituais de afastamento do Senhor, havia graves problemas internos e ex-ternos em seu país.
Externamente, a nação, por ser pequena, sentia-se insegura diante da ameaça da Babilônia (que hoje é o Iraque) e era um poderoso império. Temida por causa das atrocidades de seu exército, havia vencido os assírios e se preparava para atracar Israel: “Pois eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcham pela largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas”, Hc 1: 6.
Internamente, Israel vivia um tempo de declínio espiritual e moral. Imperavam a violência, a iniquidade, a opressão, a injustiça (1: 1-4); Nessa fase o povo estava longe de Deus e chegavam até a praticar a idolatria: “Ai daquele que diz à madeira: Acorda! E à pedra muda: Desperta! Pode o ídolo ensinar? Eis que está coberto de ouro e de prata, mas, no seu interior, não há fôlego nenhum”. Enfim, havia um fracasso nacional, como descrito em Hc 1: 2-5.

III. O Justo pela Fé Viverá

A geração dos ímpios é proveniente de Adão, e todos os nascidos em Adão são pecadores, filhos da ira e da desobediência. A geração dos justos é proveniente de Cristo, o último Adão, e todos os que são nascidos de Deus são conhecidos d'Ele.
O povo de Israel devia compreender o que foi exposto por Moisés: "Sabe, portanto, que não é por causa da tua justiça que o Senhor teu Deus te dá essa boa terra, para a possuirdes, pois és povo rebelde" (Dt 9:6). Por que eles eram rebeldes? A resposta está em Isaías: "Teu primeiro pai pecou, e os teus intérpretes prevaricaram contra mim" (Is 43:27).
O povo de Israel era rebelde (ímpio) pelo mesmo motivo que as outras nações: Adão pecou! Se os interpretes de Israel considerassem que todos pecaram em Adão e que foram destituídos da glória de Deus, não teriam prevaricado contra o Senhor.
Eles não diriam que o povo de Israel eram filhos de Deus por serem descendentes de Abraão. Antes demonstrariam que, para serem filhos de Deus, o povo precisava circuncidar o coração, o que só é possível através da fé em Deus, a mesma fé que teve o crente Abraão "Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz" (Dt 10:16).
Habacuque considerava que a impiedade do seu povo era proveniente da opressão, da violência, do litígio, das injustiças, porém, esqueceu que os homens são ímpios porque foram gerados e concebidos em pecado. Ele não atinou que o primeiro pai dos homens (Adão) pecou e por isso todos tornaram-se pecados, e carecem da glória de Deus.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Comentário Bíblico Mensal - Julho/2017 - Capítulo 2: A Iniquidade de Judá e a Intercessão de Habacuque




Introdução


A vida particular do profeta Habacuque é pouco conhecida assim como a dos outros profetas menores. Habacuque, cujo nome significa 'abraço', profetizou a Judá sobre a invasão iminente dos caldeus. O primeiro verso do livro de Habacuque está mais para um título inicial, do que para um elemento essencial para o entendimento do texto. Durante a leitura do livro é possível verificar que o texto apresenta uma sentença (peso) que o profeta (oráculo de Deus) viu, ou seja, uma revelação de Deus.

I. Os Caldeus

Os rudes e impetuosos caldeus estão se aproximando. Rápidos em seu avanço, espalham o terror com a captura de novas terras, a destruição das fortalezas e a supressão dos reis. Deus está permitindo a esses ferozes conquistadores que levem a justiça a Judá (1.5-11). Utiliza Deus os malvados para castigar os infiéis em Judá? É que não são os ofensores entre o povo de Deus —não importa o quão culpáveis sejam— ainda melhores que os brutos idólatras procedentes da Babilônia? Habacuque imagina se a revelada natureza de Deus como santa e justa e as atuais condições dos pagãos invasores, garantem realmente a acusação de que Deus permita isso. turvado e perplexo porque Deus tem ordenado aos caldeus que executem seu juízo, Habacuque espera impaciente a resposta (1.12-2.1).

II. O Castigo de Judá

Com toda certeza, Habacuque foi testemunha do declive e queda do império assírio no transcurso de sua vida. Sincronizado com a decadência assíria e sua influência em Judá, chega o reavivamento com a chefia de Josias. Simultaneamente com estes acontecimentos, chegou o ressurgir do poder da Média e Babilônia na parte oriental do Crescente Fértil. A queda de Nínive pôde ter acontecido antes que Habacuque fizesse sua aparição como porta-voz de Deus. A descrição da violência, a luta e a apostasia, tão freqüentes em Judá durante os tempos de Habacuque (1.2-4), parece encaixar com o período imediatamente seguinte à morte de Josias no 609. Os caldeus não se tinham ainda manifestado como uma ameaça suficiente forte para Judá, já que o controle do Egito se estendia desde o Eufrates, até a batalha de Carquemis (605 a.C.) 
Conseqüentemente, os anos transcorridos entre 609 e o 605 proporcionam uma conveniente base para a mensagem de Habacuque. O diálogo entre Habacuque e Deus é digno de mencionar-se. O profeta apresenta a questão filosófica de uma aparente discrepância entre os fatos da história e a revelação divina. Finalmente, ele resolve suas dificuldades expressando sua fé em Deus. O fato básico para a totalidade da discussão é o uso de Deus de um povo pagão para castigar a seu próprio povo.


III. As Perguntas de Habacuque

Habacuque se sente turvado pelos males que prevalecem em sua geração. Impera a injustiça, a violência e a destruição continuam, a Torá é ignorada, e a respeito disto o profeta apela impacientemente a Deus; porém, nada muda. Por quanto tempo ignorará Deus sua oração e tolerará tais condições? 
Observando agudamente aquelas múltiplas manifestações de presunção a respeito dele, Habacuque encontra alívio na realização de que o Senhor está em seu santo templo.
Imediatamente será pronunciado o solene aviso de que toda a terra deveria guardar silêncio diante dEle. Esses pensamentos evocam um salmo de louvor dos lábios do profeta. Conhecidas para ele são as grandes obras de Deus em épocas passadas. Com uma chamada para que Deus se lembre de sua misericórdia em sua ira, Habacuque implora dEle que fala de novo conhecer seus poderosos feitos. Deus manifestou sua glória e utilizou a natureza para levar a salvação a seu povo de Israel quando os trouxe desde o deserto e os estabeleceu na terra prometida. Habacuque deseja suportar as presentes calamidades com o conhecimento de que o dia de Deus e sua ira cairão sobre o agressor. Embora os campos e os rebanhos falhem em suas provisões materiais, ele ainda se gozará no Deus de sua salvação. Mediante uma fé viva em Deus, o profeta reúne força para encarar-se a um futuro incerto.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Deus, Família e Amigos - Fundamentos Vitais para um Novo Semestre



Pela graça e a misericórdia do Senhor Jesus Cristo, chegamos ao fim de mais um semestre e iniciando mais um novo. Um novo semestre de muitas etapas, de muitos desafios, de muitas situações que devemos exercer a nossa fé, nossa coragem e nossos valores. Neste ponto, devemos chamar a atenção para seguintes questões: Qual a nossa prioridade para este semestre? O que devo fazer? Qual será a minha base de importância para essa nova etapa em minha vida? Perguntas estas que nos fazem pensar, refletir, e nos colocar em um modo aonde devemos nos posicionar em relação a isso. 

Creio que sem sombra de dúvidas, que o objetivo principal de todo ser humano, no caso, que deveria ser, em sua etapa de vida, deve ser primordialmente a aproximação ao Senhor Deus, com o intuito de conhecê-lo, crescer no conhecimento e na graça que há no Senhor. Mais um semestre se inicia e para esta nova etapa, devemos buscar ao Senhor para as situações que devem vir, e que devemos nos firmar plenamente Nele. Homens como Neemias, Daniel e Moisés tiveram esta mesma situação e forma ao Senhor para as etapas e desafios devidos que haveriam de aparecer em suas vidas, e todos eles foram cheios da presença do Senhor e do Espírito Santo para a obra a qual o Senhor lhes confiou.

Família e amigos também devem estar nesta lista nesta ordem. A família cristã tem um papel maravilhoso a executar na sociedade, que é ser uma base de missões em suas localidades para serem o Sal da Terra e a Luz do mundo aonde quer que estejam. Josué em uma situação de paganismo, politeísmo e iniquidades no meio do povo, tomou a firme decisão de que a sua casa serviria ao Senhor (Js 24.15). O rei Salomão em relação as amizades menciona que nos desafios desta nasce um irmão e que na sinceridade a amizade é cada vez mais aguçada (Pv 17.17; 27.17). 

Todas estas bases mostra-nos que devemos primeiramente buscar ao Senhor e o reino de Deus, e que os famliares e os amigos devem ser também prioridades importantes em nossas vidas, com o intuito firme e embasado de glorificarmos ao Senhor Deus (Mt 6.33; Js 24.17; Pv 17.17).