terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Comentário Bíblico Mensal: Fevereiro/2018 - Capítulo 2 - Davi Enfrenta o Gigante




Comentarista: Matheus Santos


Texto Bíblico Base Semanal:1 Samuel 17.40-47

40. E tomou o seu cajado na mão, e escolheu para si cinco seixos do ribeiro, e pô-los no alforje de pastor, que trazia, a saber, no surrão, e lançou mão da sua funda; e foi aproximando-se do filisteu.
41. O filisteu também vinha se aproximando de Davi; e o que lhe levava o escudo ia adiante dele.
42. E, olhando o filisteu, e vendo a Davi, o desprezou, porquanto era moço, ruivo, e de gentil aspecto.
43. Disse, pois, o filisteu a Davi: Sou eu algum cão, para tu vires a mim com paus? E o filisteu pelos seus deuses amaldiçoou a Davi.
44. Disse mais o filisteu a Davi: Vem a mim, e darei a tua carne às aves do céu e às bestas do campo.
45. Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu venho a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.
46. Hoje mesmo o Senhor te entregará na minha mão, e ferir-te-ei, e tirar-te-ei a cabeça, e os corpos do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves do céu e às feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel;
47. E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão.

Momento Interação

Uma das passagens mais lembradas pelos estudiosos das Escrituras Sagradas é o momento quando Davi enfrentou o gigante Golias. Se considerássemos a situação em que se encontrava, Davi tinha a tudo a perder naquele momento. Sua credibilidade, sua honra, e sua vida estava em jogo. Davi não estava lutando por ele, e sim em nome do Senhor dos Exércitos. O gigante da vida de Davi naquele momento não era Golias, e sim, confiar plenamente no Senhor ainda que as circunstâncias lhes sejam contrárias. Estudaremos hoje sobre o encontro de Davi com Golias.

Introdução

A batalha de Davi e Golias é uma das histórias mais bem-conhecidas em toda a Bíblia. Um campeão, Golias, saía do campo dos filisteus todos os dias durantes mais ou menos quarenta dias, desafiando o exército israelita para mandarem um competidor digno. Este gigante filisteu tinha mais ou menos três metros e usava pelo menos 55 quilos de armadura. Confiante na superioridade de seu equipamento e da sua força natural ele propõe uma competição em que o ganhador ficaria com tudo. Ninguém aceitava a proposta! O jovem Davi foi enviado por seu pai para levar grãos tostados, pães e queijo para os seus irmãos e o seu comandante na frente da batalha. Foi neste campo que a vida de Davi tomou um rumo diferente, e nunca seria a mesma. O resultado final, porém, não aconteceu por acidente. Davi fez quatro coisas que, para sempre, instruirão os jovens e os jovens de coração.

I. Os Inimigos do Povo de Deus

Os filisteus eram um povo vizinho de Israel, lutavam muito com os hebreus. O filisteu mais conhecido da Bíblia é o gigante Golias. Os filisteus desapareceram depois de serem conquistados pelo império babilônico. Os filisteus se instalaram na terra de Canaã, junto ao mar Mediterrâneo, depois que tentaram invadir o Egito sem sucesso. Construíram cinco cidades principais: Asdode, Gaza, Ascalom, Gate e Ecrom. Cada cidade independente e tinha um rei mas, quando iam para a guerra, as cinco se uniam.

Durante muito tempo os filisteus foram o povo mais poderoso de Canaã, porque eram os únicos que sabiam criar armas de ferro (1 Sm 13.19-20). Quando os hebreus conquistaram Canaã, não conseguiram expulsar os filisteus. Os filisteus viveram muitos anos em conflito com os hebreus.

Os Filisteus e os Israelitas

No tempo dos juízes, quando Israel ainda não tinha rei, os filisteus muitas vezes conseguiram derrotar os israelitas. Quando Sansão era homem, os israelitas estavam debaixo do domínio dos filisteus (Jz 15.20). Sansão se casou com uma mulher dos filisteus mas entrou em conflito com eles e matou muitos filisteus ao longo de sua vida. Anos mais tarde, quando o profeta Samuel ainda era jovem, os filisteus derrotaram os israelitas e levaram a arca da Aliança. Eles colocaram a arca no templo do seu deus Dagom mas a estátua de Dagom caiu e se partiu diante da arca! (1 Sm 5.1-4) Os filisteus foram atacados por uma praga de tumores, então decidiram devolver a arca da Aliança a Israel, junto com uma oferta. Quando Saul se tornou rei de Israel, ele guerreou muito contra os filisteus (1 Sm 14.52). Seu escudeiro Davi se tornou famoso por matar muitos filisteus, depois que matou Golias. Mas quando Saul ficou com inveja dele, Davi fugiu para a cidade de Gate, onde trabalhou algum tempo como mercenário para os filisteus (1 Samuel 27:1-3). Depois que os filisteus mataram Saul e seus filhos, Davi abandonou Gate e voltou para Israel.

O fim dos filisteus

Os filisteus atacaram Israel quando ouviram que Davi se tinha tornado rei de Israel. Mas Davi derrotou os filisteus e os subjugou (2 Sm 8.1). Os filisteus não conseguiram mais vencer Israel e apenas atacaram algumas vezes depois do reinado de Davi. Muito tempo depois, quando Nabucodonosor se tornou rei da Babilônia, os filisteus lutaram contra o império babilônico. Então Nabucodonosor destruiu as cidades dos filisteus e deportou o povo para outras partes do império. Os israelitas também foram deportados mas quando lhes foi permitido voltar para sua terra, os filisteus tinham desaparecido como povo.

II. O Inimigo de Davi

A guerra entre os filisteus e os israelitas durou séculos, afligindo o povo escolhido no período dos juízes e durante os reinados dos primeiros reis de Israel. Essa guerra envolve dois dos homens mais fortes, em termos físicos, da história bíblica. O briguento israelita Sansão foi um instrumento usado por Deus no início da guerra, e o arrogante gigante filisteu Golias tentou vencer os israelitas de uma vez por todas durante o reinado de Saul, nas últimas décadas do conflito. Nessa história de Golias aparece o número 40, identificando um período de desafio para os israelitas. Os dois exércitos se posicionaram nos lados opostos do vale de Elá, na região de Judá, ou seja, dentro do território de Israel. A capacidade dos filisteus de penetrar a fronteira e chegar até esse local já indica sua superioridade militar.

Os filisteus não se arremessaram contra os israelitas, e estes não mostraram coragem de atacar e expulsar os invasores, mesmo sabendo que Deus havia dado aquela terra para Israel, ordenando a expulsão dos outros povos. Assim, os dois exércitos ficaram parados, acampados dos dois lados do vale, durante quase seis semanas.

Houve, porém, movimento e discussões de táticas durante esse tempo. O movimento diário era de um soldado enorme que saía do acampamento dos filisteus para desafiar os israelitas. Esse campeão, um guerreiro experiente e enorme, ofereceu aos israelitas uma proposta simples. Ele sugeriu uma maneira de evitar uma batalha sangrenta, dizendo que o conflito poderia ser resolvido de uma vez por uma briga entre dois homens. Ele lutaria contra o campeão de Israel para decidir o vencedor, e o perdedor se entregaria para servir ao vencedor (1 Sm 17.1-10). Embora Israel não tivesse um guerreiro do tamanho de Golias, o próprio rei de Israel era um homem grande e experimentado em guerra. O tamanho de Saul foi um dos motivos que o povo queria que fosse seu rei. Ele “era o mais alto e sobressaía de todo o povo do ombro para cima”. Samuel disse sobre Saul: “Pois em todo o povo não há nenhum semelhante a ele” (1 Sm 10.24-25). Mas Saul não respondeu ao desafio de Golias. Ele não inspirou confiança nas suas tropas com belos discursos sobre a fidelidade e o poder ilimitado do Deus que lhes entregou a terra. Ele e seus soldados ficaram paralisados no seu acampamento, ouvindo a zombaria diária de um homem que não respeitava o Deus de Israel.
Quarenta dias. Quase seis semanas de blasfêmia. Quarenta dias de um homem lançando seus desafios: “Escolhei dentre vós um homem...”; “Dai-me um homem, para que ambos pelejamos” (1 Sm 17.8,10). Quarenta dias com Saul e seus homens tremendo de medo daquele homem. Mesmo quando o rei ofereceu grandes recompensas para qualquer soldado que matasse o gigante filisteu, os homens continuavam dominados pelo medo.

Davi mostrou que eram quarenta dias perdidos. Não precisavam tremer. Não precisavam se sentir ameaçados pelo gigante da Filístia. Apesar de ser ainda um garoto, muito jovem para se alistar no exército de Israel, Davi aceitou o desafio.

III. A Vitória de Davi

Davi não depositou sua confiança nas suas armas de guerra: uma funda e cinco pedras. Quando esse garoto encarou Golias, ele estava ciente da grande diferença entre os dois campeões que entraram em uma batalha injusta e desequilibrada. Davi respondeu aos insultos do gigante com uma simples afirmação de fé: “Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo, o SENHOR te entregará nas minhas mãos” (1 Sm 17.45-46).

1. Ele se aproveitou da sua oportunidade. Conhecemos Davi como um pastor, um músico, um salmista, um lutador e um rei. Mas a porta para uma carreira bem-sucedida como homem de Deus apareceu para ele no vale de Elá. Ao observar de primeira-mão a intimidação e guerra psicológica de Golias, Davi perguntou, “... aos homens que estavam consigo, dizendo: Que farão àquele homem que ferir a este filisteu e tirar a afronta de sobre Israel? Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?” (1 Sm 17.26). Ninguém jamais consegue qualquer coisa de importância se não aproveitar de suas oportunidades. A covardia das forças armadas israelitas, incluindo o Rei Saul, era uma porta aberta para Davi. O mesmo menino pastor que havia matado um leão e um urso diria ao rei “este incircunciso filisteu será como um deles...” (1 Sm 17.36).

2. Ele não permitiu que a sua juventude o detesse. O irmão mais velho de Davi, Eliabe, falou com desdém: “Por que desceste aqui? E a quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto? Bem conheço a tua presunção e a tua maldade; desceste apenas para ver a peleja” (1 Sm 17:28). Outros que minimizavam poderiam ter dito: “Ah, ele é jovem e inexperiente. É apenas a exuberância da juventude.” Mesmo hoje, os jovens na igreja naturalmente procurarão as pessoas mais velhas em posições de influência, mas isso não quer dizer que eles não tenham nada a oferecer. Um jovem piedoso pode fazer uma diferença!

3. Ele viu a vitória antes de lutar a batalha. Não se pode perceber algum traço de medo na voz de Davi neste episódio todo. Pelo contrário, a sua coragem espalha. Ele informou ao rei: “Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele; teu servo irá e pelejará contra o filisteu” (1 Sm 17.32). Quando, enfim, aconteceu a batalha, Golias deu um ataque verbal: “Sou eu algum cão, para vires a mim com paus?” (1 Sm 17.43). Da mesma maneira que falar feio é uma parte feia dos esportes modernos, era uma parte da etiqueta das batalhas antigas. Tem-se a impressão, mesmo assim, que Golias estava genuinamente ofendido com o jovem bonito, não ameaçador, que estava diante dele. É o melhor que os israelitas podem oferecer? Pelo contrário, Davi ficou firme e envolveu o gigante verbalmente, mas não se orgulhou da mortal certeza da funda dele. “Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado...porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos” (1 Sm 17.45,47).

4. Ele foi movido por um propósito maior. Davi fala ao seu oponente que a vitória iminente tinha um objetivo maior: "e toda a terra saberá que há Deus em Israel” (1 Sm 17.46). O jovem Davi foi movido pela vingança do nome de Deus em um mundo ignorante. Você fica triste em pensar em quantos dos seus amigos e vizinhos não conhecem a Deus? Se isso te chateia, o que você fará? Davi não aceitaria sentar ao lado enquanto um filisteu incircunciso desafiou os exércitos do Deus vivo! Enquanto a verdade de Deus leva uma pessoa a indignação justa e confiança absoluta, como também preocupação pelas almas perdidas de outras pessoas, ela não poderá mais tremer em timidez. Ao invés disso, ela se levantará e agirá. Como Isaías, ela dirá “Aqui estou, envia-me”. Como termina esta história? “Assim, prevaleceu Davi contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra, e o feriu, e o matou” (1 Sm 17.50). O resto, como dizem, é história.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Comentário Bíblico Mensal: Fevereiro/2018 - Capítulo 1 - A Vocação de Davi




Comentarista: Matheus Santos


Texto Bíblico Base Semanal: 1 Samuel 16.1-3; 11-13

1. Então disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.
2. Porém disse Samuel: Como irei eu? pois, ouvindo-o Saul, me matará. Então disse o Senhor: Toma uma bezerra das vacas em tuas mãos, e dize: Vim para sacrificar ao Senhor.
3. E convidarás a Jessé ao sacrifício; e eu te farei saber o que hás de fazer, e ungir-me-ás a quem eu te disser.
11. Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os moços? E disse: Ainda falta o menor, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, porquanto não nos assentaremos até que ele venha aqui.
12. Então mandou chamá-lo e fê-lo entrar (e era ruivo e formoso de semblante e de boa presença); e disse o Senhor: Levanta-te, e unge-o, porque é este mesmo.
13. Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá.

Momento Interação

O estudo sobre a vida e os feitos de Davi são muito importantes para todos nós, pois reflete a todo aquele que obedece e segue ao Senhor  um caminhar de erros e acertos de Davi, assim como toda pessoa tem em sua vida. Como meros humanos decadentes da graça de Deus (Rm 3.23) devemos sempre aprender com os nossos erros e acertos, de tal maneira a glorificarmos o nome do Senhor com a maneira de andarmos dignamente neste mundo. O Comentarista do estudo bíblico do mês de Fevereiro é o irmão Matheus Santos. Ministro do Evangelho, escritor e Professor de Escola Bíblica Dominical - RJ. Deus abençoe os seus estudos acerca do patriarca Davi.

Introdução

Davi foi ungido durante um momento de crise sobre a liderança do povo de Deus. (1 Sm 13.13,14). Sendo ainda um jovem humilde, e de boa aparência, jamais aparentava ser "O futuro rei de Israel" seus familiares jamais imaginavam que Davi poderia chegar em tão alto patamar hierárquico de seu estado. Porém observando o texto bíblico comprovamos que o Senhor jamais nos observa com olhares humanos. Davi, desde o momento de sua consagração como Rei, até o momento da promessa ser cumprida, levou alguns anos de preparação e durante esta trajetória o Senhor o aperfeiçoou, para o dia de sua posse.

I. As Circunstâncias em que Davi foi Chamado

O primeiro rei de Israel foi exatamente o tipo de líder que a nação queria. Saul, filho de Quis, era um homem alto e bonito da tribo de Benjamim. Os israelitas haviam visto os reis dos povos vizinhos e desejavam um homem impressionante que protegeria seus sujeitos e intimidaria seus inimigos. Deus também viu qualidades boas nesse homem, e lhe deu oportunidade para provar seu caráter depois de ser elevado à posição de responsabilidade sobre a nação escolhida. No começo do seu reinado, Saul mostrou uma atitude boa. Samuel, o profeta de Deus mais influente na época, disse que Saul era pequeno aos seus próprios olhos durante essa fase inicial (1 Sm 15.17). A humildade sempre facilita o serviço. Saul foi escolhido para servir a Deus e às pessoas de Israel de uma maneira especial, e seu pensamento humilde dava condições para ser um excelente rei.

Na sua primeira grande tarefa como rei, Saul se mostrou um excelente líder (1 Sm 11). Ele respondeu à chamada dos residentes da cidade de Jabes-Gileade, sitiada pelos amonitas. Deus estava com Saul e seus soldados, e livraram a cidade da agressão amonita. Com esta demonstração de competência, Saul ganhou o apoio da nação e foi bem aceito como rei.

Infelizmente, esse rei caiu no erro que destrói muitos homens poderosos. Ao invés de manter sua humildade diante de Deus como servo do povo, ele começou a se preocupar com sua própria posição e honra. Como os políticos de hoje que vivem ansiosos com as pesquisas de apoio popular, Saul dava ouvidos às opiniões do povo. Quando deveria ter olhado sempre para a vontade de Deus como o único padrão do seu procedimento, Saul baixou seus olhos para agradar aos homens e, ainda pior, para proteger sua própria imagem pública. Como Saul, Davi era humilde e justo quando foi escolhido para ser rei. Ele se tornou um governante popular e capaz, abençoado com vitórias militares e prosperidade. 

II. A Natureza da Vocação de Davi

A grandeza de caráter que distinguiu Davi de Saul não foi pelas circunstâncias externas de Davi nem nos seus atributos natos, mas na disposição escolhida pelo seu coração. Ele era um homem que buscava o coração de Deus. Quais atributos são sugeridos nesta frase incrível? Não há dúvida que a essência do caráter de Davi poderia ser descrita de várias maneiras, mas a história de sua vida indica, pelo menos, os seguintes requisitos, se for para sermos do mesmo calibre espiritual que ele.

Devemos genuinamente respeitar a vontade de Deus. Como um homem de fé, podia contar com Davi para confiar implicitamente na sabedoria de Deus, cumprir as instruções de Deus fielmente, e depender humildemente da ajuda de Deus. Ele mostrou o seu respeito pela pessoa de Deus levando a vontade de Deus com toda a seriedade, e esta disposição não é menos necessária por nós que por ele. É inútil almejar o caráter de Deus se você não estiver disposto, como Davi estava, a se mexer ao comando de Deus.

Devemos reverentemente arrepender-nos do pecado. A integridade de Davi nunca é vista mais claramente que naquelas ocasiões em que ele era confrontado com o fato do pecado em sua vida. Da mesma forma que ele entendia a necessidade da tristeza piedosa, Davi também compreendeu como aceitar a correção e fazer correções reais na sua conduta. Quando ele fez algo errado, fez o que era certo a respeito dos seus erros. Devemos recusar resolutamente a desistir de buscar a Deus. Como toda outra pessoa que já verdadeiramente entrou na arena, Davi conhecia o gosto das lágrimas da derrota. Porém uma coisa sempre podia ser dita em relação a ele: ele se levantou toda vez que foi derrubado. Levaria mais desencorajamento do que existe em todas as regiões do inferno para fazer com que um homem de tal coração desistisse de buscar a Deus. Jesus disse: “onde está teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6.21), e a vida de Davi é uma ilustração heroica deste princípio. As coisas que profundamente desejamos determinam o nosso caráter. Desejamos ser um povo que busca o coração de Deus, realmente e verdadeiramente? Então devemos, nos nossos próprios corações, desejar e valorizar os tesouros de sua vontade mais que as lembrancinhas do nosso próprio humor.

III. O Propósito da Vocação de Davi

Muitas profecias da Bíblia contam-nos que o Messias ou Cristo reinaria no trono de Davi (Am 9.11-15; Ez 37.22-28; Sl 89.3-4; Mt 2.1-6; Lc 19.37-40; 1.67-79). Muitas pessoas concluem que estas passagens estão falando de um futuro reino físico literal aqui na terra. Elas dizem que estas profecias e promessas ainda não foram cumpridas. Algumas pessoas que ensinam esta ideia até mesmo dizem que Jesus não conseguiu na sua tentativa para estabelecer seu reino na primeira vez que esteve aqui porque o povo o rejeitou. Elas sugerem, assim, que os homens pecadores frustraram o plano de Deus. A Bíblia ensina diferente. Jeremias profetizou que um descendente de Davi reinaria para sempre em seu trono (Jr 33.14-17). Mas no mesmo livro, quando ele falava do trono terrestre literal, ele disse que nenhum dos filhos de Jeconias se sentaria no trono de Davi (Jr 22.30). Jesus Cristo, um descendente de Davi e de Jeconias (Mt 1.6, 11) nunca poderia reinar no trono terrestre de Davi.

Conclusão

Aqueles que ainda esperam por Cristo para reinar no trono de Davi mal entendam as profecias e seu cumprimento. Pedro afirmou que as profecias sobre o trono de Davi foram cumpridas quando Jesus se levantou dentre os mortos e subiu ao céu para sentar-se à direita de Deus: "Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção. A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés. Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo" (At 2.30-36). Quando Jesus reinará no trono de Davi? Ele já reina!



quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Comentário Bíblico Mensal: Janeiro/2018 - Capítulo 5 - A Conclusão do Sermão do Senhor Jesus




Comentarista: Anderson Ribeiro


Texto Bíblico Base Semanal: Mateus 7:1-5; 13-18; 24-29

1. Não julgueis, para que não sejais julgados.
2. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.
3. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?
4. Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?
5. Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.
13. Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;
14. E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.
15. Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.
16. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?
17. Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.
18. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.
24. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;
25. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.
26. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;
27. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.
28. E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina;
29. Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas.

Momento Interação

Estudantes da Palavra de Deus, chegamos ao final de mais um Comentário Bíblico Mensal, que foi aberto com o tema: O Sermão da Montanha - Ensinos Preciosos do Senhor Jesus. Vimos diversas lições, morais, éticas sociais e espirituais, das quais o Senhor Jesus Cristo agrega em nossas vidas, de modo à glorificarmos ao nome do Senhor. Estudaremos neste último capítulo o fechamento do Sermão do Monte falando sobre Juízo Prévio, a porta estreita e sobre as palavras de Jesus que devem ser ouvidas e cumpridas. Que o Senhor Deus abençoe os seus estudos e até o próximo Comentário Bíblico Mensal.

Introdução

Neste último capítulo deste mês estudaremos acerca da conclusão final do Sermão da Montanha, ensinado a nós pelo nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. É muito importante analisarmos os pontos fundamentais na conclusão deste sermão pois aqui se encontra a base fundamental da vida cristã: a observância em suas palavras de modo a não somente ouvirmos, como também devemos cumprir de tal maneira a sermos verdadeiros discípulos seus. Estudemos pois, a partir de agora, acerca da conclusão do Sermão da Montanha do Senhor Jesus.


I. O Juízo Temerário

Podemos entender qual é o significado desta expressão proferida por nosso Senhor Jesus Cristo: “Não julgueis, para que não sejais julgados”, pela razão que Ele apresentou logo a seguir: “Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.” Evidentemente não está proibindo a formulação de juízos, porque isto devemos fazer em todo o tempo, até mesmo pela necessidade de separar o que é vil do que é precioso; o aprovado do que é reprovado. A que tipo de juízo então, está o Senhor Jesus se referindo?
Obviamente ao de nos compararmos com os outros, pensando que somos diferentes deles, quanto a termos méritos para sermos justificados por Deus, ou por qualquer outro motivo comparativo que nos leve a desprezá-los como pessoas, passando-lhes um juízo condenatório final, como fazia o fariseu da parábola, que condenou o publicano, a qual Jesus narrou para mostrar o estado deplorável de justiça própria que cegava os religiosos do Judaísmo. É evidente que há réprobos, ímpios no mundo, e muito mais do que pessoas piedosas. Todavia, muitos terão a oportunidade de serem justificados pela graça, mediante a fé, segundo o dom de justiça que está sendo oferecido pelo evangelho.
E nisto devem ser ajudados pelos que estão tirando as traves do pecado dos seus próprios olhos, pela santificação na Palavra, pelo Espírito Santo, de modo que possam ser eficazes em suas orações e testemunho de Cristo em favor dos tais, para que também alcancem a vida eterna e sejam santificados.

Há lobos, segundo nosso Senhor, para o meio dos quais somos enviados, e dos quais devemos nos acautelar com a prudência das serpentes, que se desviam de ameaças potenciais; associada à simplicidade das pombas, que não reagem aos ataques que sofrem, tanto quanto fazem as serpentes, que também agridem quando são agredidas. Das serpentes portanto, somente é recomendada a prudência. No entanto, nunca devemos esquecer que todos somos pecadores e necessitados da ajuda e intervenção divina, para sermos livrados do terrível espírito de justiça própria, que nos leva a nos compararmos com outros, nos julgando melhores do que eles aos olhos de Deus, por algo supostamente bom que exista em nossa própria natureza pecaminosa. Se os julgamos um caso perdido, ou como pessoas que merecem ser desprezadas por conta do que são ou do que praticam, passamos um atestado de condenação para nós mesmos, porque decretamos que o pecador deve ser desprezado e condenado, esquecidos que somos também pecadores aos olhos de Deus, e que seríamos justamente condenados, não fosse a Sua misericórdia em nos justificar com a Justiça do próprio Cristo, para sermos livrados da condenação eterna.
Confiemos portanto nossas almas ao fiel Criador, continuando na prática do bem, ainda que soframos ataques injustos por causa da proclamação do evangelho, os quais inevitavelmente ocorrerão, porque isto foi predito por nosso Senhor; e ao mesmo tempo procurando nos guardar de toda forma de juízo condenatório, ao contrário, dando sempre lugar à ira de Deus, que é o Único Juiz que sempre julga retamente (Rm 12.17-21).

II. A Porta Estreita

Por que disse Jesus que a porta que leva a vida eterna é estreita ? Por que são poucos os que entram por ela ? Se são poucos , porque “muitas” pessoas se dizem salvas por Cristo? Sendo assim, então é difícil então se salvar e ser um cristão ? Essas perguntas só serão possíveis de serem respondidas se voltarmos ao conceito bíblico do que é verdadeiramente a salvação.
A palavra salvação vem da origem grega “soteria” que significa também libertação, redenção, restauração e cura. Quando não entramos pela porta que leva a vida eterna ,devemos ter a consciência que ainda NÃO SOMOS SALVOS e que estamos sendo encaminhados a uma porta larga, de fácil acesso(onde muitos entram)e que nos leva a PERDIÇÃO ainda maior que esta desta Terra, que é uma ETERNIDADE SEM DEUS.

Quando não conheçamos o Senhor andamos batendo em diversas portas e muitas vezes sofremos as consequências das portas erradas que entramos e das más escolhas que fazemos.
Infelizmente temos visto que o conceito que hoje muitos possuem da “salvação em Cristo” em nada se compara ao que era em tempos passados e daquilo que “biblicamente” nos foi ensinado nas Escrituras. Hoje é possível aceitar Jesus e não carregar a cruz, aceita-lo de boca e não de coração. A porta que nos leva a salvação em Deus vem por Jesus Cristo (Jo 10.7;9). E está acessível a todos. (Jo 3.16). Porém o caminho que leva ao céu é uma porta estreita.

Existe uma enorme diferença entre uma porta estreita e uma porta larga. A porta estreita por exemplo, ela é apertada tem pouca largura. Ela é limitada e restrita a um tipo de pessoa. Já a porta larga é folgada, tem extensão tanto em largura como comprimento. Não é restrita, nem limitada, podendo entrar todo tipo de pessoas com seus excessos.

Verdadeiramente são poucos os que se abnegam, que renunciam a sua própria vontade para seguir Jesus. O jovem rico foi um exemplo disso (Mt 19.16-22). Como já foi dito, porta estreita é apertada e não tolera excessos, nem bagagem extra. Na porta estreita o “eu” não tem vez, nem todo tipo de obra da carne que é o fruto desse ego humano. As obras da carne são o resultado da força humana e quem as pratica não herdarão o reino . Diz as Escrituras que uma classe de pessoas não entrará no Reino. Quem são eles: OS INJUSTOS: "Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus" (1 Co 6.9-10).

Muitos crentes acham que por terem aceitado Jesus e confessarem como o salvador de sua vida estão isentos dessa lista de reprovados. Mas a palavra é clara quando diz que aquele que não fez a vontade de Deus não entrará. A palavra do Senhor diz que nem todo aquele que diz Senhor, Senhor entrará no Reino, mas aquele que fez a vontade do Pai (Mt 7:21) Pode essa pessoa ter profetizado no nome de Jesus, expulsado demônios e feito maravilhas, mas se não fez a vontade de Deus esta pessoa estará TOTALMENTE FORA ! Não adianta nada dizer que tem fé em Deus se essa fé não resultar numa ação concreta.

A Palavra de Deus diz que a fé é justificada pelas obras, pois a fé sem obras é morta (Tg 2:17). O fruto de nossa vida de fé em Cristo resultará numa vida santa e agradável a Deus, não profana e desprezível. As Escrituras dizem que devemos ser “praticantes” e não somente ouvintes, pois são esses que há de ser justificados (Tg 1.22-23; Rm 2.13). Diz Tiago que aquele que “atenta” para a lei perfeita e nela persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas “fazedor da obra”, será bem aventurado no seu feito(Tg 1.25). Se aquele que aceitou Jesus não tiver um profundo arrependimento de suas obras passadas e as do presente, mas ao invés disso, um breve remorso do que lhe aconteceu, este se tornará um convencido e não um convertido cristão.
Há uma diferença enorme entre um ouvinte e um praticante da palavra , entre estar num templo e ser o templo do Espírito, entre se dizer cristão e ser um verdadeiro cristão, entre aquele que faz a vontade e aquele que não faz. E assim como existe diferença entre a porta estreita e a larga, assim é o convertido do convencido cristão. Só que infelizmente a diferença será que o convencido cristão não entrará na porta estreita e convertido sim.

III. Devemos Ouvir e Cumprir as Palavras de Jesus

Jesus utilizou essa parábola para concluir Seu sermão (Sermão da Montanha – Mt 5-7, ou Sermão da Planície – Lc 6), logo, diferente de outras parábolas em que Jesus se dirigiu apenas aos discípulos, essa, Jesus pronunciou para uma grande multidão.
As diferenças que podemos notar entre a descrição de Mateus e a de Lucas acorrem, sobretudo, pela distinção dos destinatários. Mateus escreveu para os judeus que viviam em Israel, enquanto Lucas escreveu para os gregos e helenos que viviam na Ásia Menor e na região do Mediterrâneo. Como Jesus, na ocasião, contou essa parábola para judeus, Ele utilizou elementos comuns aos judeus, ou seja, Jesus descreveu as técnicas típicas de uma construção rural na Palestina daquela época. Como Lucas escreveu para gentios de outra região, ele utilizou uma descrição das técnicas de construção que eram familiares às pessoas para quem ele escrevia. Além disso, ele também levou em consideração as diferenças climáticas e geográficas que existiam entre as regiões para melhor compor a parábola em seu Evangelho. Mesmo com todas essas pequenas diferenças, o significado da Parábola dos Dois Fundamentos permanece o mesmo.

Ao analisarmos as características das construções rurais dos dias de Jesus, podemos facilmente entender a ilustração que Jesus utilizou. As casas eram bem diferentes das construções que estamos habituados hoje em dia. As paredes não eram tão sólidas, ao contrário, eram feitas com uma mistura de barro endurecido, de modo que era comum que ladrões furassem as paredes para entrar nas casas (Mt 6.19). O telhado também era frágil, feito com uma mistura de terra e palha, podia tranquilamente ser aberto (Mc 2.3,4). Algumas pessoas preferiam construir suas casas bem longe do leito de um rio, porém isso também poderia ser um problema, pois era muito importante para o estilo de vida da época, ter um riacho nas proximidades da casa. Isso favorecia a criação de animais, as plantações, e o abastecimento da própria casa. Logo, era preferível construir uma casa perto do leito de um rio, mesmo que ele estivesse seco, pois quando a estação das chuvas chegava, o riacho que se formava garantia a água necessária até mesmo para atravessar o período de seca. Muitas vezes as tempestades também ocasionavam o transbordamento dos rios, principalmente com mudanças climáticas repentinas que são comuns naquela região.

Quando percebermos a fragilidade das construções da época, e consideramos o padrão climático da região, fica nítida a importância que havia no alicerce da casa. O construtor prudente escolhe bem o local onde sua casa será construída. Ele tira a terra solta, cava buracos profundos até encontrar a rocha, e, então, ele constrói o alicerce na rocha (Lc 6.48). Já o construtor insensato não faz nada disso. Ele edifica sua casa na terra árida e solta, em plena areia. O insensato não considera as mudanças climáticas. Ele se ilude com o sol brilhando fortemente no período de seca, e não pensa nas tempestades que certamente virão. A mensagem principal da parábola é bastante óbvia: o construtor prudente é o que constrói a casa sobre uma base sólida. O próprio Jesus, na introdução da parábola, explica que o significado figurativo do alicerce é “estas minhas palavras” (Mt 7.24; Lc 6.47). Podemos entender que essa expressão “estas minhas palavras”, não se refere apenas ao Sermão do Monte, mas a todas as palavras de Jesus, e, por extensão, a toda Escritura como a infalível Palavra de Deus. Visto que as Escrituras revelam Cristo como Filho de Deus, também é correto dizer que, no significado espiritual da parábola, o próprio Cristo é a Rocha (Is 28.16; 1Pe 2.6; Rm 9.33; 1Co 3.11; 10.4). Jesus também deixa claro que “praticar o Evangelho”, ao invés de apenas ser um “ouvinte”, diferencia o prudente do insensato.

Conclusão

Algumas pessoas interpretam essa parábola de maneira completamente equivocada. Eles tentam defender um possível mérito, ou colaboração do homem, no processo de salvação. Pensar assim é um erro, e fatalmente culminará em uma salvação por obras, uma doutrina completamente estranha às Escrituras. É fácil perceber que ambos os construtores utilizaram o mesmo material para levantar as paredes e fazer o telhado. Elas eram idênticas superficialmente, talvez eu não ficasse surpreso se a aparência da casa que foi construída sobre a areia parecesse ser mais sofisticada, já que seu tolo construtor não gastou tempo cavando para alicerçá-la na rocha. Mas perceba que não foi a construção em si que manteve uma casa de pé enquanto a outra desmoronava. O segredo estava no fundamento, no alicerce sobre a rocha. Um princípio claro dessa parábola é que o fundamento da bem aventurança eterna do homem não está no próprio homem, e, sim, em Cristo e Suas palavras. O ímpio confia em sua própria capacidade, e acha que isso o livrará. O prudente entende que nenhuma de suas realizações poderá livrá-lo do juízo que virá, mesmo que ele seja um exímio construtor. Diante das provações que vem sobre o justo e sobre o injusto, a capacidade humana é tão transitória quanto a areia. Apenas a Rocha poderá manter sua casa de pé. Apenas os méritos de Cristo poderão satisfazer a justiça de Deus no grande dia do juízo.