segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Sugestão de Leitura da Semana - Morte na Panela, de Hernandes Dias Lopes



De Leonardo Pereira


Recentemente (ao longo destes 15-20 anos) temos visto em nossa nação um alvorecer de uma gama de literatura em base completamente apologética, com a ênfase máxima de defender a Bíblia, a Igreja e as Famílias. Não muito raro, pregadores constantemente tem ido as redes sociais e as mídias (televisão, rádio) com forte frequência visando cumprir o que disse o Judas, irmão de Tiago: "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd 3b). Na penúltima recomendação de leitura da semana, recomendamos aqui o livro Supercrentes, do renomado Pastor e Teólogo Paulo Romeiro, livro este que se trata das raízes da Teologia da Prosperidade e os seus efeitos tanto no Brasil, quanto afora. Por isso é necessário abrirmos nosso olhos para o que tem acontecido no Brasil, tanto dentro das igrejas quanto fora delas. Por isso temos como sugestão de leitura para esta semana o livro do pastor Hernandes Dias Lopes que se intitula Morte na Panela - Uma ameaça real à igreja.

O livro diferentemente do conteúdo apologético demonstrativo como vemos em sua maior parte¹, nos é apresentado como um alerta não somente para as heresias, mas para as diversas e conturbadas polêmicas que tem feito muitos irmãos em Cristo se entristecerem e visarem argumentos para ficar contra igrejas, e contras muitos irmãos em Cristo também. O pastor Hernandes coloca-nos em um momento de reflexão sobre nossas vidas, doutrinas e destino eterno, visando assim efeitos significativos para a igreja evangélica brasileira, e assim, uma próxima geração robusta na Palavra de Deus e cheia do Espírito Santo. Reflexão é o tema principal nesta obra, que devemos sempre nos examinar e olhar ao nosso redor o que tem acontecido, o que temos visto e ouvido, e assim, pela Palavra do Senhor, mudarmos de vida, mudarmos de conduta, mudarmos de rumo. Esta sim é a preciosidade do viver cristão: Novo Nascimento (Jo 3.1-36). 

Por isso, recomendamos esta obra que certamente enriquecerá muito em sua vida!

Notas:

1. Sobre estas obras apologéticas no sentido sistemáticas destacamos aqui: Defendendo o Verdadeiro Evangelho (CPAD), de José Gonçalves; Apóstolos (Editora Fiel), de Augustus Nicodemus Lopes; Fundamentos da Fé Cristã (Editora Central Gospel), de James M. Boice; e Cristianismo Puro e Simples (Editora Martins Fortes), de C.S. Lewis.


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Comentário Bíblico Mensal: Dezembro/2017 - Capítulo 1 - A Bíblia – O Livro Completo e Perfeito




Comentarista: Matheus Gonçalves


Introdução

A partir deste capítulo e nos próximos, vamos estudar sobre o processo formação da Bíblia. Por que temos 66 livros na Bíblia, e quanto aos livros apócrifos? A canonicidade vai tratar disto.
A inspiração é meio pelo a Bíblia recebeu sua autoridade; a canonização é o processo pelo qual a Bíblia recebeu sua aceitação definitiva.

A palavra cânon deriva do grego kanōn (“cana, régua”), que por sua vez vem do hebraico "kaneh", que significa vara de medir (Ez 40.3). Era usada antes do cristianismo de modo mais amplo com o sentido de padrão ou norma. O Novo Testamento emprega o termo em sentido figurado referindo-se a padrão ou regra de conduta. (Gl 6.16). No começo do cristianismo, a palavra cânon significava “regra” de fé ou Escrituras autorizadas. O conceito de cânon, como o conhecemos hoje, estava em desenvolvimento na época de Atanásio (c. 350 d.C.).

Temos dois sentidos para a palavra cânon:

Ativo: a Bíblia é o livro pelo qual tudo mais deve ser julgado.

Passivo: Significava a regra que um escrito deveria ter para ser considerado inspirado ou tendo autoridade.

I. A Formação da Bíblia

A Bíblia que temos hoje é um livro único e completo, porém, para quem não sabe, ela é formada por vários livros que foram escritos e colecionados ao logo da história. Mas a questão é: quem escreveu, colecionou e definiu quais seriam estes livros?
Bom, para saber mais sobre todo este processo, precisamos começar falando sobre a inspiração divina das Escrituras. Deus, o autor da Bíblia (Js 24.26), se revelou de forma especial para alguns homens durante a história (Hb 1.1, At 3.21), e os inspirou a escrever o conteúdo bíblico (Dn 9.2,9-10, Is 30.8).

Toda a Bíblia é inspirada por Deus (2 Tm 3.16). Mas isso não significa dizer que Deus a ditou, palavra por palavra. Afinal, pela variedade de gênero, estilo e vocabulário, percebemos que, durante a escrita, os autores humanos mantiveram sua personalidade (Lc 1.1-4, 1 Co 7.12). Todavia, de forma alguma, os escritores se utilizaram de ideias, conceitos ou opiniões próprias, mas foram inspirados, ou seja, movidos pelo Espírito Santo (2 Pe 1.20-21), para utilizarem palavras aprovadas por Deus (2 Sm 23.2, Dt 4.2). Deus guiou e supervisionou os escritores da Bíblia, para que eles, dentro de suas limitações e circunstâncias, compusessem e registrassem, sem erros, a mensagem do Criador para a sua criação (1Co 2.13). Mas, se os povos antigos não sabiam qual seria o desfecho da história bíblica e não conheciam a Bíblia como nós conhecemos hoje (Ef 3.5–6), como eles poderiam definir quais livros fariam parte dela ou não?
Bom, este processo é conhecido como a formação do cânon sagrado. E, como não poderia ser diferente, contou com a providência divina em recrutar homens conscientes e piedosos para identificar e preservar os livros inspirados (2Rs 23.24, Ne 8.8, 2Cr 17.9).

II. O Antigo Testamento

No Antigo Testamento, por exemplo, após a redação de um texto inspirado por parte dos profetas (1 Sm 10.25), o povo de Deus reconhecia nessa obra a autoridade divina (Êx 24.3), e colecionava este conteúdo como literatura sagrada (2 Cr 34.30, Dt 31.24-26). E mesmo antes de apresentar sinais de desgaste, em virtude dos materiais que eram utilizados, como plantas ou peles de animais, o conteúdo era preservado através de cópias, feitas com extremo cuidado, pelos escribas (Ed 7.6). Por volta de 400 a.C., todos os livros do Antigo Testamento já haviam sido escritos, categorizados e agrupados segundo suas características em comum, formando o cânon hebraico.

III. O período Interbíblico

Depois disso, houve um período de 400 anos entre o Antigo e o Novo Testamento, onde vários outros livros foram escritos. Dentre eles, os livros apócrifos ou deuterocanônicos, que tem sua inspiração divina rejeitada pelos judeus e cristãos protestantes, mas aceita pelos católicos. Apesar de serem historicamente autênticos e, inclusive, terem feito parte da Septuaginta (LXX), que foi a tradução do Antigo Testamento para o grego, estes livros não fazem parte da Bíblia hebraica, pois não tiveram sua inspiração divina reconhecida pelos judeus. Verdade é que, por questões históricas e metodológicas, a igreja católica incluiu estes livros em seu cânon sagrado, enquanto os protestantes permaneceram com o mesmo conteúdo do cânon hebraico.

IV. O Novo Testamento

Já no caso da formação do Novo Testamento, o processo foi um pouco mais complexo do que no Antigo, pois a revelação divina se expandiu por diversos povos em diferentes regiões (At 1.8), e já não havia um povo, zeloso como os judeus (Rm 10.1-2), que fosse responsável por colecionar estes livros.

Contudo, algo que facilitou a identificação do conteúdo inspirado do Novo Testamento, foi que, durante a maior parte deste processo, aqueles que receberam autoridade divina (Mt 28.18-20, Ef 2.20) e foram testemunhas oculares da vida e da ressurreição de Cristo (At 10.39-41), estavam vivos. E foi, principalmente por recomendação dos apóstolos (1 Co 11.2, Fp 3.1-2, 2 Pe 2.1) que, desde o princípio, os cristãos tinham a preocupação em identificar, reunir e preservar os escritos inspirados (Cl 4.16, 2 Pe 3.1-2), que, inclusive, serviam como base doutrinária para as igrejas (1 Ts 2.13, 1 Co 14.37). Afinal, diversos ensinamentos falsos a respeito de Jesus Cristo, começaram a circular na época (2 Ts 2.1-2, 2 Co 11.4). Exigindo que os cristãos fossem extremamente cautelosos ao receber ensinamentos e doutrinas (1 Tm 4.1, 2 Co 11.12-15, 1 Tm 6.3-4). Sendo assim, antes mesmo da promulgação oficial do cânon do Novo Testamento, em meados do século IV, os livros inspirados já eram devidamente identificados pelas comunidades cristãs.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Reta Final de 2017: O que aprendemos com o passar deste ano?



Estamos chegando ao fim de mais um ano, e desta feita, ao ano de 2017. No ano passado um evento muito triste, a respeito da morte de muitos que estiveram no trágico acidente do avião do Clube de Futebol da Chapecoense, rumo a Colômbia, pegou a todos nós de surpresa, levando muitos a um desânimo muito profundo e um triste fim de ano para muitas famílias que passaram de 2016 para 2017, com grande angústia na alma, com uma profunda dor no coração. Ao final daquele ano, em uma pregação de um pastor, ouvi a seguinte pergunta, a qual com liberdade, repito-a aqui: O que aprendemos com o passar deste ano?

Vimos neste ano como um todo momentos bons e ruins, tristes e alegres, de boas notícias e de más notícias. Pessoas que se aproximaram de nós, e pessoas que se afastaram de nós. Momentos de reflexão com Deus, e momentos de afastamento do mundo, momentos de lutas e momentos de paz. Nas palavras do pastor presbiteriano Hernandes Dias Lopes: "a nossa vida é como uma gangorra. Damos passos corajosos e também recuamos covardemente"¹ . Assim como neste ano, temos de examinar tudo e reter o bem, conforma nas palavras do Apóstolo Paulo (1 Ts 5.21), vejo nas palavras do apóstolo a necessidade vital de um autoexame das nossas vidas, de tal maneira que possamos claramente e coerentemente analisarmo aonde erramo, e aonde acertamos. Se em um ano como o de 2017 vimos escândalos de corrupções, guerras, rumores de guerras, terrorismo, vemos também neste ano, a poderosa mão de Deus capacitando as nossas vidas, nos purificando, restaurando, regerando e nos resgatando das ardilosas mãos de Satanás (1 Pe 5.7,8).

Como reflexão sobre as nossas vidas, temos como exemplo o grande legislador de Israel, Moisés, que antes do povo peregrinar rumo a terra prometida, ele juntou o povo e recapitulou todas as coisas que o Senhor Deus fez através do povo, e no meio do povo (Dt 8-11)². Do mesmo modo, seu sucessor Josué, o fez assim ao fim da sua vida, outorgando ao povo o grande legado de uma profunda união e comunhão com Deus nos momentos de conquistas em meio a terra prometida (Js 24.1-13).

Estes dois exemplos extraídos do Antigo Testamento nos mostram que o valor de aprendermos com nossos erros e acertos para nos preparar para o ano que vem, possam nos exemplificar valores espirituais para que venhamos nos capacitar cada vez mais acerca do nosso viver, conduta e atitudes na vida.

Leonardo Pereira

Notas: 

1: Hernandes dias Lopes: Pedro - Pescador de Almas - Editora Hagnos.

2: Alexandre Coelho e Silas Daniel: Uma Jornada de Fé - Moisés, o Êxodo, e o Caminho à Terra Prometida - CPAD.